quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O que me faz feliz... #1

A cada dia que passa descubro (ou tenho a certeza) o quanto gosto de fazer os outros felizes. Adoro surpresas, adoro fazer surpresas, adoro ajudar alguém a surpreender. Se fizesse disso vida e se pudesse viver só a tornar a vida das pessoas um bocadinho mais feliz, seria uma pessoa realizada a 100%. 
Dou conta disto quando me pedem para ajudar a pensar um espaço, quando vejo um papel de parede,  um objecto, uma almofada e imagino-a na casa de alguém onde acho que esses objectos alegrariam os dias; quando alguém vai fazer um jantar e me pede opinião sobre como decorar, o que fazer; quando me perguntam o que acho sobre o tema de uma festa de criança. Em todas estas situações a minha cabeça começa a fervilhar de ideias e em cinco minutos arranjo um batalhão de soluções e não páro até a pessoa dizer "é mesmo isto!".  Dou conta disso quando vou a um restaurante acolhedor, bem decorado, com boa comida e penso: adorava ter um espaço assim!. E para quê? para receber pessoas, tornar os simples momentos em momentos especiais. Não sou decoradora profissional, não me consigo decidir sobre mil coisas na minha casa, mas estou sempre pronta para ajudar a resolver os dilemas alheios e para os outros. É tão mais fácil e natural. 
Outra coisa que adoro é preparar lanches, jantares, almoços e afins. Pensar na ementa, na casa, na decoração da mesa, nas flores. Percebi há bem pouco tempo que adoro comprar flores quando recebo pessoas em casa. Não sei porque, porque nos restantes dias só penso em flores artificiais mas, quando tenho gente em casa à volta da mesa, as flores não podem faltar. Adoro receber, adoro preparar tudo para as pessoas se sentirem bem, se sentirem em casa. 
Sinceramente acho que era a fazer algo assim que me via todos os dias a sair para trabalhar com um sorriso nos lábios. A emoção, a correria, as horas tardias a preparar tudo ao pormenor para que durante uns momentos, horas, dias as pessoas se sentissem felizes, era algo que me aquecia o coração. 
Basicamente fazer os outros felizes é o que me faz feliz...


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Batizado

Já passou quase um mês depois do batizado da Maria. Tive muitas dúvidas sobre o que fazer e como fazer. A única certeza era o vestido da Maria. Sempre disse que gostava que ela usasse o mesmo vestido que eu usei e assim foi. Depois de muito pensar, de ter colocado de parte a ideia de fazer na minha casa, de ter decidido que havia pessoas que tinha mesmo de convidar, lá decidi fazer uma festa e comecei um rol de trabalhos. Escolhi o local, decidi o menu, e lá comecei a tratar de convites, marcadores de mesa, decoração da sala, etc,etc. O sitio era bonito e, por isso, não seria precisa muita coisa para tornar o espaço, num espaço ainda mais acolhedor. 
Tinha visto no Querido Mudei a Casa a decoração de um quarto de bebé cujo papel de parede era cheio de balões de ar quente (adorei) e onde colocaram a frase: "Pensamentos felizes fazem-nos voar", a partir desse momento essa frase não me saiu da cabeça porque é mesmo isso que desejo para a minha filha: pensamentos felizes que a façam sonhar, voar, que a façam ser feliz. E por isso o tema da festa foi esse mesmo. Passei os dias que antecederam o batizado a fazer pompons, marcadores de mesa, a fazer lacinhos e mais lacinhos. O resultado foi mesmo o que eu queria. O dia correu muito bem, ainda não tenho fotos da cerimónia na igreja nem as fotos do batizado propriamente dito, mas cá ficam algumas imagens da decoração. Podem ver mais imagens aqui . 

















segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

De regresso...

Os últimos meses foram de mudanças radicais na minha vida. 

O nascimento da Maria

A gravidez chegou ao fim...passei os meses de calor gravidíssima, cansadissima e estourada. A parte final custou bastante. A Maria nasceu num dia totalmente inesperado. Um dia como tantos outros em que fui a uma consulta de rotina e, de repente, lá estava eu a entrar para um bloco operatório com o marido ao lado com um ar de que não se passava nada, e eu, a panicar por todos os lados. Houve ali um momento em que os nervos tomaram conta de mim. Só não fugi e mandei parar tudo porque não podia mesmo. A cesariana correu dentro da normalidade e não trocava aquela calma que se vivia no bloco por nada. (Não me digam que o parto normal é espectacular porque mesmo com as dores que tive, esta seria sempre a minha última opção). Mas acho que fui enganada (lol) pensei que a coisa ia ser mais fácil: totalmente indolor. E não é bem assim. O útero a contrair doí que se farta e depois de o bebé  sair só queremos que parem de nos chatear e nos deixem ir à nossa vidinha.  De volta ao quarto, tinha uma enfermeira sempre comigo, era uma máximo, sempre que lhe dizia que me "doía de carago" a moça dava-me mais uma coisinha para as dores. A certa altura disse-me: Agora só lhe posso bater com uma marreta para aliviar o que ainda lhe doer. No dia seguinte lá me levantei, parecia um hipopótamo de tão inchada e assim estive uns 15 dias. E a Maria estava ali ao lado.

A Maria 

A bebé, bem, não me apaixonei logo, olhava para ela e achava-a uma fofa mas, não conseguia estabelecer uma ligação entre aquela bebé e a bebé que eu tinha na minha barriga. Era estranho não ter a minha bebé na barriga e olhar para aquela bebé que também era minha. Houve ainda duas ou três vezes em que dei por mim a passar a mão na barriga e a achar que ela estava muito parada. Não me apaixonei e não tenho vergonha disso. Hoje, passados mais de 4 meses, adoro-a de paixão e só tenho vontade de a trincar de tão fofa que ela é.

Os dias seguintes ao nascimento e a amamentação

Os dias seguintes ao nascimento vivi-os como se estivesse numa realidade paralela. A Maria era uma bebé muito sossegada só chorava para comer. Com o nascimento vieram as questões da amamentação, veio o medo de não saber tomar conta dela mas, também a confiança de que tudo ia correr bem. Na Casa de Saúde da Boavista encontrei as mentes mais abertas relativamente à amamentação e a tudo relacionado com a maternidade. Nada de fundamentalismos. E foi o melhor que me podia ter acontecido. Não me criaram o medo dos biberões, o medo de a minha filha não se sentir amada por eu não lhe ter dado de mamar nos primeiros segundos de vida, o medo das chupetas, etc. etc. etc.  Dei de mamar durante o primeiro mês, correu sempre tudo bem simplesmente a Maria nunca ficou satisfeita com o que mamava e eu nem hesitei em dar suplemento. Acredito que foi o  facto de não a ter obrigado a comer de hora a hora e de não me ter obrigado a fazê-lo que fez com que vivesse tudo de forma muito tranquila. Com um mês, a Maria só acordava uma vez por noite e eu nunca me senti no limite das minhas forças. Estive sempre bem para ela e para os outros. Fui olhada de canto no centro de saúde por estar a dar suplemento. Tive de mostrar como dava de mamar e tudo para avaliarem se era eu que estava a fazer algo de errado. Conclusão, estava tudo normal, simplesmente, eu não tinha leite suficiente. E não me venham com tretas de que todas temos leite suficiente. Sim, porque é uma treta. A minha mãe nunca teve uma gota de leite e eu só tive um mês. Portanto, mães, não tenham medo dos biberões, se a criança chorar num espaço de menos de 3 horas ponderem o suplemento. Se afetará a quantidade de leite que irão produzir, é possível que sim,  mas estarão concerteza mais tranquilas. Acordar de hora a hora não é humano. Se querem muito, muito isso e se acham que é o melhor: go for it. Eu simplesmente não vejo o beneficio de sofrer e fazer sofrer. Vinham-me com teorias: os bebes que são amamentados são mais ligados às mães, são mais resistentes, são mais isto e aquilo. A Maria é a bebé mais sorridente que conheço, é super ligada a nós, suspira de alegria quando me vê, é super energética, nunca ficou doente e mamou apenas um mês de leite materno e não a 100%. Por isso, cada bebe é um bebé e não tenham medo de fazer o que acham melhor para os dois.  Não se deixem ir nas ondas dos fundamentalismos. Não vivemos em mundos perfeitos, se assim fosse tinha escolhido amamentar exclusivamente até aos 6 meses mas, não foi possível. E fiz o melhor para nós as duas, tenho certeza absoluta disso. 

Os meses seguintes

De regresso a casa, tinha feito imensos planos, passear todos os dias, fazer imensas arrumações, organizar este mundo e o outro, trabalhar a partir de casa após do segundo mês... bem... não foi nada assim.
Voltei ao trabalho na semana passada, o tempo não ajudou mas, também não tive grande vontade de passear durante a licença, dava-me a preguiça. A Maria dormia toda a manhã, e com o tempo que esteve desde Outubro, chegava a ficar dias em casa a namorar a pequenina. E não me custou. Tive dois ou três dias maus por causa das cólicas da Maria. Mas tirando isso foi tudo tão bom que parece mentira, sobretudo quando oiço outras mães. A licença passa a voar, mesmo. E a vida muda. Nunca pensei que ia gostar tanto da Maria. O trabalho passou para 5º plano e não há nada mais importante que ela. Já voltei ao ginásio, ao trabalho, à vida anterior, mas conto os minutos para estar com ela. Há noites mais chatas, houve dias de preocupação, houve já uma queda pelo meio. Não estava preparada para ser mãe, achava eu, mas até agora acho que me tenho safado muito bem e parece que nasci ensinada para fazer tantas coisas que nunca tinha feito e nem sabia que existiam.

Até breve

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quando se passa o limite... Judite e Lorenzo

Estive fora uns dias. Fui passear com a família e, por isso, não andei muito atenta às noticias mas, eis que chego e deparo-me com uma onda de indignação relativamente à suposta entrevista da Judite de Sousa ao Lorenzo. 
Como a maior parte dos portugueses ouvi falar no rapaz quando os jornais (que se estão a transformar em revistas do social) deram a noticia de que o jovem tinha feito uma festa de aniversário em que gastara uma pequena fortuna. Na altura achei, que esta cobertura por parte de telejornais, embora se tenha tornado habitual no nosso país, era descabida. Mas, eis que a TVI tenta passar os limites e convida o rapaz para uma entrevista em pleno Jornal das 8. Vi a entrevista hoje, através do link da página do ARRUMADINHO. E ainda nem sei muito bem qual é o sentimento que me fica na alma. O que é que foi aquilo? Nunca fui grande fã da Judite de Sousa, mas tinha-a como uma profissional. Mas aquilo não foi nada disso. Humilhou o rapaz, foi arrogante, teve laivos de malvadez... Não teve vergonha de se por, e repito, em pleno Jornal das 8, a tentar adivinhar quanto custaria o relógio que o rapaz tinha? Não teve vergonha de lhe ter perguntado porque não fazia mais pelo social deste país? Depois do rapaz ter dito e repetido que ajudava muita gente?  E se não ajudasse o que é que ela tinha que ver com isso? A entrevista, ou conversa, ou acusação, ou o que lhe queiram chamar é surreal. Como já tinha sido a entrevista ao Reynaldo Gianecchini mas num outro registo. Tipo, quarentona a tentar insinuar-se ao menino que até gosta de mulheres mais maduras. Perdoem-me a franqueza mas algo se deve passar com a senhora. 
Voltando ao Lorenzo, o rapaz é humilde, educado, é rico, muito rico (abençoado) e faz o que lhe apetece com dinheiro. Quer gastar, e pode gastar 300.000 euros numa festa? Clap Clap. Compra relógios de 50.000 euros? Clap Clap. Só porque é rico tem que dar alguma coisa a alguém? Não, não tem. Querida Judite e Judites deste mundo, não é crime ser-se rico, não é crime gastar o que temos, porque temos e podemos. O problema do país não se resolve com pessoas a darem dinheiro, isso era muito fácil. Os problemas deste país residem exatamente ai. No pensamento  de que os que têm muito, têm que nos ajudar porque nós somos pobrezinhos. O problema deste país foi estar durante anos à espera de D. Sebastião que viesse salvar o nosso "coitadinho" país. Estar sempre à espera que alguém viesse resolver os nossos problemas enquanto nós choravamos como crianças mimadas e gritavamos que os outros são feios e maus porque têm dois brinquedos e nós nenhum. O que a Judite de Sousa fez, foi uma coisa deste género e usou um rapaz de 22 anos, rico para fazer esta birrinha. Lamentável e triste. Mais um episódio que mostra que a crise deste país não é só financeira mas, sim de valores e de postura de uma sociedade que se habituou a chorar e não a tentar seguir em frente. É sempre mais fácil arranjar culpados do que perceber que devíamos era repensar muito daquilo que fomos construindo enquanto sociedade, não estou a culpar ninguém e naturalmente estou a generalizar. Mas, o que é facto é que este pensamento pairou neste país desde que me lembro, e enquanto houver pessoas a usarem o tempo e poder que têm para continuarem a transmitir esta ideia...meus amigos... terão passados anos e estaremos iguais. E não, Judites deste país, não vai ser o Lorenzo que nos vai salvar, nem ele nem o dinheiro dele.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Mais um dia de sopas e descanso

Ontem foi novamente dia de ficar em casa a fazer NADA! A Minha pequenina Maria anda aqui dentro a treinar para os jogos olímpicos e não me deu descanso o fim de semana inteiro e a segunda-feira e portanto ontem o Pai obrigou-me a ficar em casa porque, como eu, começou a achar que o filme de há umas duas semanas atrás se ia repetir. Sem nada para fazer, ou melhor com muito para fazer, mas sem puder, lá me sentei em frente à TV. Eis que me deparo com a festa do " Você na TV". Não Sou fã do tipo de programa, mas tenho vindo a perceber o porque de ser um sucesso neste país e o porque de ser quase sempre líder de audiências. A Cristina (que acho muito gira e jeitosa) podia gritar um pouco menos, o Goucha tem o seu registo mas, o que é certo é que a coisa funciona e ao contrário da maior parte dos programas riem e fazem piadolas e não se ficam pelas tragédias e dramas familiares que nos dão vontade de ir cortar os pulsos num instante ou ficar o resto do dia a deprimir. O programa de ontem teve uma rubrica  (a única que vi) denominada de "negócios em expansão" e adorei tudo o que vi. Gente cheia de ideias e coisas giras, giras, giras. Gostos à parte ora alguns dos que assisti e que fiquei fã.


Uma ideia original. Todos temos em casa aqueles desenhos lindos que os primos, sobrinhos, filhos (para quem já tem) fazem em que parecemos ET's, batatas, criaturas de pés e mãos gigantes. Pronto, a autora do conceito pega nos desenhos e eterniza-os em almofadas. O mesmo acontece com aquelas frases que dizemos em determinada fase da nossa vida e nos marcam para sempre. Frases que nos acompanham para sempre porque os adultos acharam um piadão e podemos ter 30 anos ainda as vamos ouvir. Se gostam da ideia ( eu adorei) contactem a autora, ela faz o orçamento para cada desenho e voilá.. uma almofada com muito para contar.




Sweet Bila - Bolachas decoradas

Mais uma boa ideia! A autora gosta de design e de bolachas e pensou nestes presentes comestíveis.
São muito giras e uma exelente ideia para lembranças. Digam lá que não são amorosas. 



~


Karlsson Swedish Godies - Bazar da Cerca


Fiquei a babar com a apresentação destas gomas. São importadas e acho que vou ter de ir ao Porto em breve para provar estas maravilhas. Têm um aspecto... hummm. 



E por último, algo que me deixou também a salivar...

Um casal de Luso Brasileiros lançou-se nesta aventura e eis que surge a Pepa Doces. Adoro brigadeiros e por isso fiquei rendida, pena é serem de Oeiras.
Venha um de cada para mim se faz favor...



Afinal o que não faltam são boas ideias.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Magia (ou a falta dela) da Gravidez

Uma das coisas que sempre quis foi ter filhos. Ou melhor, gostava da ideia de um dia ter uma família, e família para mim inclui obrigatoriamente filhos. Nunca fui babada por crianças, ainda hoje, estando grávida, não consigo olhar para os bebés e sentir esse chamamento a não ser quando se trata dos bebés de pessoas muito próximas. Não consigo achar os bebés todos lindos e maravilhosos. Não consigo. E confesso que tenho medo de não olhar com toda a ternura para a minha pequenina. Toda a gente diz que no caso dos nossos é diferente por isso: let's see.
Mas vamos aos mitos ou aquelas coisas que ouvimos desde criança, em que acreditamos e que para mim são mitos ou ilusões (como lhe queiram chamar).  Desde criança ouvimos falar da gravidez como um estado de graça, um momento maravilhoso da nossa vida, aquele momento em que somos rodeadas por uma aura de alegria, em que tudo é perfeito e maravilhoso. Mentira. Descobrir que estava grávida foi assim um  momento. Fiquei feliz, não foi uma coisa planeada e nem sabia muito bem o que estava a sentir, a esta distancia posso dizer que fiquei feliz. Mas houve momentos para tudo. Houve momentos em que deprimi, momentos em que me senti triste, em que não queria, outros em que ria sozinha com a ideia. Nem todas as mulheres são iguais mas, o percurso destas quase 33 semanas tem sido de altos de baixos. Somos muito mimadas pelas pessoas, por algumas pessoas, há uma geração que ainda nos trata de forma especial, e os nossos pais então dão-nos tudo, mas também, se forem como eu, chega a uma fase em que só querem ser tratadas como  a pessoa que sempre foram.  
No capitulo das coisas associadas à gravidez, eu não tive enjoos mas, não me lixem, ninguém pode andar feliz a vomitar a cada meia hora, a sorte que tive desejo-a a todas as futuras mães. Porque não deve haver nada pior do que ver o nosso corpo a mudar, tudo a ficar mal, e ainda por cima andar constantemente mal dispostas. 
Outra coisa que achei que iria ser assim uma emoção e não foi, foi a ecografia e ouvir pela primeira vez o som do coração. Há muitos relatos das mães que choram. Eu não chorei, nem ri, nem nada. Não consegui durante muito tempo, e ainda agora que a sinto o dia todo aos pontapés dentro de mim me custa um bocadinho, associar aquela eco à minha filha. Não sei explicar. Não me emociono, serei um cubo de gelo? Acho que não. Simplesmente acho que não fantasio muito. Na primeira eco, fiquei a olhar para aquele ponto negro e... nada... Com o tempo aprendi a gostar das ecos e a ver a bebé, a stressar quando tinha de esperar um mês para ir ver se estava tudo bem. Mas assim, sentir uma coisa avassaladora quando a via, não. A única vez que fiquei coma lágrima no canto do olho, foi quando a medica me disse que tinha um rim ligeiramente inflamado. Ai, senti que era mãe pela primeira vez durante estas semanas todas. Por isso não sintam vergonha se não sentirem essas coisas todas que vos relatam, porque acredito que muitas mulheres têm é vergonha de dizer exactamente isto.  
Como já devem ter reparado, não sou das pessoas que acha que a gravidez é uma fase maravilhosa, toda a  gente me diz: vais sentir falta de estar gravida. E a minha resposta é clarinha: NEM PENSAR. Posso sentir falta do antes de estar gravida, isso já sinto, mas da gravidez???? Nahhh. E porque não? Porque a minha pele não ficou maravilhosa, o meu cabelo também não, engordei q.b até ao momento, ganhei celulite, tentei fazer exercício até os 5 meses mas depois tive de parar, fartei-me de ir as compras e sentir que tudo fica "fofinho" nas grávidas ( o que eu odeio sentir-me fofinha) já não consigo apertar direito os sapatos, não durmo mais que uma hora seguida, vou há casa de banho 1000 x por dia... Isto é maravilhoso? Não, não é. É uma fase gira mas, não é maravilhosa. É apenas gira e estou ansiosamente à espera que acabe e que possa ter a minha pequenina cá fora. Desculpem a sinceridade mães que adoraram estar grávidas mas, não me incluo nesse leque e acreditem que tive uma gravidez bastante calma. Mas um mês de gravidez acreditem chegava e sobrava...







segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Uma especie de baby shower

Depois de uma semana em que tive que ficar de descanso obrigatório o meu fim de semana foi em cheio. As minhas amigas queriam muito muito que eu fizesse um baby shower, resisti até ao limite, demorei algumas semanas a ser convencida e, pronto lá cedi. Algumas delas ainda não tinham visitado a minha casa  e concordei com a festinha para pudermos estar todos juntinhos. Foi assim uma espécie de baby shower, inauguração da casa, etc etc. 
Foi um dia mesmo giro, daqueles dias que repetia vezes sem conta. Adorei ter os meus amigos comigo. Percebi o quanto gosto de receber, preparar tudo (embora desta vez não tenha podido fazer tudo o que queria porque o médico, o marido e as meninas não me deixaram abusar) e dar mimo aos meus amigos. Desta vez não deu para convidar toda a gente dado a minha condição mas foi um dia muito gratificante. Por isso, se insistirem para fazerem um baby shower vocês façam que vale a pena pelo miminho que recebemos das pessoas que mais gostamos. Não foi nada de profissional, não houve uma empresa a tratar de tudo mas acho que com um ar amador a festa ficou bem gira. Ainda não tenho as fotos oficiais. Não tive tempo para tirar muitas mas, aqui vão as primeiras imagens.

Algumas das decorações





As Prendinhas .) Digam lá que não é  tudo lindo!