quinta-feira, 3 de abril de 2014

Opções e mudanças

Ando a finalizar a decoração da minha sala. Projeto, que comecei há cerca de 300 anos e foi interrompido por outras prioridades (Gravidez, carrinhos, biberões, quarto da Maria, aquecimento da casa, etc. etc.).
Agora que olho para a sala com olhos de ver, fazia tudo diferente. Na altura gostei, achei giro, mas hoje não a decoraria assim. Seguramente. 

Não é bom decidir coisas importantes a comprar quando se está gravida! É uma lição de vida! Estava farta de estar na loja a decidir pormenores, queria a sala pronta e desviei a atenção de pormenores importantes. Cai no erro que abomino: ver uma sala na loja e reproduzi-la em casa. Dá quase sempre asneira. E deu. 



Sofá: Adoro o tecido. Mas, deveria ter optado por dois sofás e nunca por uma chaise-longue anexada ao sofá. Este pormenor foi quase imposição do marido e hoje olhamos para lá e, se nos esticamos ao comprido naquela chaise-longue mais que duas vezes, foi muito. Ficava tão mais  bonito se tivesse optado por dois sofás e uns cadeirões junto à lareira. Agora estou a fazer uma pequena alteração ao sofá que acho que vai tornar o espaço mais leve. Se virem na imagem, já separei a chaise do sofá! E ficou bem melhor. Mas bem melhor.

Móvel TV: Giro. Mas só isso. Aquela parede teria ganho muito se tivesse pensado numa estante gira que incluísse espaço para a TV. Nada de modelos tetris e a fugir para o parolo, mas uma instante com estilo. Como tem uma espécie de dente dava quase para ficar embutida. Agora há que remediar, nem sei bem como, mas vou ter que remediar.


Sala de jantar: O Espelho do aparador foi má opção. Muito a condizer com o aparador o que tornou o espaço monótono. Quanto ao conjunto mesa e cadeiras acho que tem demasiado inox. Teria ganho com umas pernas das cadeiras em madeira. Por outro lado, o facto de ter escolhido o tecido das cadeiras igual ao do sofá (monótono mais uma vez) tornou o espaço morto. A escolha acertada teria sido um tecido mais claro ou  um tecido com dois tons de cinza.

Tapetes: Demasiado escuros. Aqui, até nem me crucifico, posso quase jurar que a amostra que me mostraram era mais clara. Mas, dizem-me que não, que a referencia era aquela e mimimi-mimimi.... Resumindo tirava-os hoje mesmo! A única vantagem que lhes vejo é que não largam pêlo e por isso óptimos para a Maria rebolar nos próximos tempos. 

Resumindo: como móveis, sofás, cadeiras, etc. etc. não são coisas que se pode trocar a cada estação, estou na fase de remediar algumas das minhas opções.

Assim sendo, finalmente decidi uma das coisas que mais dúvidas tinha: o papel de Parede! Está decidido e foi decidido com a ajuda de uma decoradora muito querida e paciente que a esta altura deve estar mega arrependida de me ter aceite como cliente! Sou a pessoa mais indecisa do planeta no que toca a coisas para mim. Papel de parede escolhido, candeeiros do aparador escolhidos, almofadas quase escolhidas. Estou tão ansiosa por ter tudo prontinho. Em breve (espero eu) vou mostrar o resultado que será feito com a ajuda preciosa dessa decoradora. Para já mostro as almofadas pelas quais me apaixonei e que já encomendei no etsy. Digam lá que não são lindas? E o papel??? Ansiosa por o ver colocadinho. Aiiiii...



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segunda-feira, 24 de março de 2014

Babada...

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Zara Zara Zara... porque?

















Há fins de semana que valem a pena!

Olá,

Este fim-de-semana foi do melhor!
Começou com um belo jantar de aniversário na Sexta Feira à noite. Tapas. Estava tudo delicioso. O espaço é muito giro. Chama-se Praça  fica em Vila Nova de Famalicão. Vou lá tantas vezes a trabalho e não conhecia. Fico sempre sem opções para o almoço. Fazem falta mais lugares deste (cheios de pinta) aqui para o Vale do Ave. 

Sábado, começou a correr. Mas a tarde valeu a pena. A supimpona fez uma festa de aniversário linda, linda linda. Tudo maravilhoso, como sempre. Com o avançar dos anos acho que cada vez mais adoro estas festinhas homemade. E esta menina tem talento! Eu e a pequena Maria adoramos a festa, cheia de gente gira, de crianças cheias de pinta! A cada ano que passa lá aparece mais uma barriguinha naquela festa!!!! :) 

Domingo, dia de queimar as calorias ingeridas. Experimentei os trails! E apesar de achar que a organização poderia ter sido bem melhor. ADOREI. Demorei 2h quase a fazer 13km!Mas consegui terminar! Cheguei ao fim exausta, mas com uma boa disposição incrível. Cada vez gosto mais de fazer exercício ao ar livre e em grupo. Só penso no próximo! :)



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O que me faz feliz... #1

A cada dia que passa descubro (ou tenho a certeza) o quanto gosto de fazer os outros felizes. Adoro surpresas, adoro fazer surpresas, adoro ajudar alguém a surpreender. Se fizesse disso vida e se pudesse viver só a tornar a vida das pessoas um bocadinho mais feliz, seria uma pessoa realizada a 100%. 
Dou conta disto quando me pedem para ajudar a pensar um espaço, quando vejo um papel de parede,  um objecto, uma almofada e imagino-a na casa de alguém onde acho que esses objectos alegrariam os dias; quando alguém vai fazer um jantar e me pede opinião sobre como decorar, o que fazer; quando me perguntam o que acho sobre o tema de uma festa de criança. Em todas estas situações a minha cabeça começa a fervilhar de ideias e em cinco minutos arranjo um batalhão de soluções e não páro até a pessoa dizer "é mesmo isto!".  Dou conta disso quando vou a um restaurante acolhedor, bem decorado, com boa comida e penso: adorava ter um espaço assim!. E para quê? para receber pessoas, tornar os simples momentos em momentos especiais. Não sou decoradora profissional, não me consigo decidir sobre mil coisas na minha casa, mas estou sempre pronta para ajudar a resolver os dilemas alheios e para os outros. É tão mais fácil e natural. 
Outra coisa que adoro é preparar lanches, jantares, almoços e afins. Pensar na ementa, na casa, na decoração da mesa, nas flores. Percebi há bem pouco tempo que adoro comprar flores quando recebo pessoas em casa. Não sei porque, porque nos restantes dias só penso em flores artificiais mas, quando tenho gente em casa à volta da mesa, as flores não podem faltar. Adoro receber, adoro preparar tudo para as pessoas se sentirem bem, se sentirem em casa. 
Sinceramente acho que era a fazer algo assim que me via todos os dias a sair para trabalhar com um sorriso nos lábios. A emoção, a correria, as horas tardias a preparar tudo ao pormenor para que durante uns momentos, horas, dias as pessoas se sentissem felizes, era algo que me aquecia o coração. 
Basicamente fazer os outros felizes é o que me faz feliz...


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Batizado

Já passou quase um mês depois do batizado da Maria. Tive muitas dúvidas sobre o que fazer e como fazer. A única certeza era o vestido da Maria. Sempre disse que gostava que ela usasse o mesmo vestido que eu usei e assim foi. Depois de muito pensar, de ter colocado de parte a ideia de fazer na minha casa, de ter decidido que havia pessoas que tinha mesmo de convidar, lá decidi fazer uma festa e comecei um rol de trabalhos. Escolhi o local, decidi o menu, e lá comecei a tratar de convites, marcadores de mesa, decoração da sala, etc,etc. O sitio era bonito e, por isso, não seria precisa muita coisa para tornar o espaço, num espaço ainda mais acolhedor. 
Tinha visto no Querido Mudei a Casa a decoração de um quarto de bebé cujo papel de parede era cheio de balões de ar quente (adorei) e onde colocaram a frase: "Pensamentos felizes fazem-nos voar", a partir desse momento essa frase não me saiu da cabeça porque é mesmo isso que desejo para a minha filha: pensamentos felizes que a façam sonhar, voar, que a façam ser feliz. E por isso o tema da festa foi esse mesmo. Passei os dias que antecederam o batizado a fazer pompons, marcadores de mesa, a fazer lacinhos e mais lacinhos. O resultado foi mesmo o que eu queria. O dia correu muito bem, ainda não tenho fotos da cerimónia na igreja nem as fotos do batizado propriamente dito, mas cá ficam algumas imagens da decoração. Podem ver mais imagens aqui . 

















segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

De regresso...

Os últimos meses foram de mudanças radicais na minha vida. 

O nascimento da Maria

A gravidez chegou ao fim...passei os meses de calor gravidíssima, cansadissima e estourada. A parte final custou bastante. A Maria nasceu num dia totalmente inesperado. Um dia como tantos outros em que fui a uma consulta de rotina e, de repente, lá estava eu a entrar para um bloco operatório com o marido ao lado com um ar de que não se passava nada, e eu, a panicar por todos os lados. Houve ali um momento em que os nervos tomaram conta de mim. Só não fugi e mandei parar tudo porque não podia mesmo. A cesariana correu dentro da normalidade e não trocava aquela calma que se vivia no bloco por nada. (Não me digam que o parto normal é espectacular porque mesmo com as dores que tive, esta seria sempre a minha última opção). Mas acho que fui enganada (lol) pensei que a coisa ia ser mais fácil: totalmente indolor. E não é bem assim. O útero a contrair doí que se farta e depois de o bebé  sair só queremos que parem de nos chatear e nos deixem ir à nossa vidinha.  De volta ao quarto, tinha uma enfermeira sempre comigo, era uma máximo, sempre que lhe dizia que me "doía de carago" a moça dava-me mais uma coisinha para as dores. A certa altura disse-me: Agora só lhe posso bater com uma marreta para aliviar o que ainda lhe doer. No dia seguinte lá me levantei, parecia um hipopótamo de tão inchada e assim estive uns 15 dias. E a Maria estava ali ao lado.

A Maria 

A bebé, bem, não me apaixonei logo, olhava para ela e achava-a uma fofa mas, não conseguia estabelecer uma ligação entre aquela bebé e a bebé que eu tinha na minha barriga. Era estranho não ter a minha bebé na barriga e olhar para aquela bebé que também era minha. Houve ainda duas ou três vezes em que dei por mim a passar a mão na barriga e a achar que ela estava muito parada. Não me apaixonei e não tenho vergonha disso. Hoje, passados mais de 4 meses, adoro-a de paixão e só tenho vontade de a trincar de tão fofa que ela é.

Os dias seguintes ao nascimento e a amamentação

Os dias seguintes ao nascimento vivi-os como se estivesse numa realidade paralela. A Maria era uma bebé muito sossegada só chorava para comer. Com o nascimento vieram as questões da amamentação, veio o medo de não saber tomar conta dela mas, também a confiança de que tudo ia correr bem. Na Casa de Saúde da Boavista encontrei as mentes mais abertas relativamente à amamentação e a tudo relacionado com a maternidade. Nada de fundamentalismos. E foi o melhor que me podia ter acontecido. Não me criaram o medo dos biberões, o medo de a minha filha não se sentir amada por eu não lhe ter dado de mamar nos primeiros segundos de vida, o medo das chupetas, etc. etc. etc.  Dei de mamar durante o primeiro mês, correu sempre tudo bem simplesmente a Maria nunca ficou satisfeita com o que mamava e eu nem hesitei em dar suplemento. Acredito que foi o  facto de não a ter obrigado a comer de hora a hora e de não me ter obrigado a fazê-lo que fez com que vivesse tudo de forma muito tranquila. Com um mês, a Maria só acordava uma vez por noite e eu nunca me senti no limite das minhas forças. Estive sempre bem para ela e para os outros. Fui olhada de canto no centro de saúde por estar a dar suplemento. Tive de mostrar como dava de mamar e tudo para avaliarem se era eu que estava a fazer algo de errado. Conclusão, estava tudo normal, simplesmente, eu não tinha leite suficiente. E não me venham com tretas de que todas temos leite suficiente. Sim, porque é uma treta. A minha mãe nunca teve uma gota de leite e eu só tive um mês. Portanto, mães, não tenham medo dos biberões, se a criança chorar num espaço de menos de 3 horas ponderem o suplemento. Se afetará a quantidade de leite que irão produzir, é possível que sim,  mas estarão concerteza mais tranquilas. Acordar de hora a hora não é humano. Se querem muito, muito isso e se acham que é o melhor: go for it. Eu simplesmente não vejo o beneficio de sofrer e fazer sofrer. Vinham-me com teorias: os bebes que são amamentados são mais ligados às mães, são mais resistentes, são mais isto e aquilo. A Maria é a bebé mais sorridente que conheço, é super ligada a nós, suspira de alegria quando me vê, é super energética, nunca ficou doente e mamou apenas um mês de leite materno e não a 100%. Por isso, cada bebe é um bebé e não tenham medo de fazer o que acham melhor para os dois.  Não se deixem ir nas ondas dos fundamentalismos. Não vivemos em mundos perfeitos, se assim fosse tinha escolhido amamentar exclusivamente até aos 6 meses mas, não foi possível. E fiz o melhor para nós as duas, tenho certeza absoluta disso. 

Os meses seguintes

De regresso a casa, tinha feito imensos planos, passear todos os dias, fazer imensas arrumações, organizar este mundo e o outro, trabalhar a partir de casa após do segundo mês... bem... não foi nada assim.
Voltei ao trabalho na semana passada, o tempo não ajudou mas, também não tive grande vontade de passear durante a licença, dava-me a preguiça. A Maria dormia toda a manhã, e com o tempo que esteve desde Outubro, chegava a ficar dias em casa a namorar a pequenina. E não me custou. Tive dois ou três dias maus por causa das cólicas da Maria. Mas tirando isso foi tudo tão bom que parece mentira, sobretudo quando oiço outras mães. A licença passa a voar, mesmo. E a vida muda. Nunca pensei que ia gostar tanto da Maria. O trabalho passou para 5º plano e não há nada mais importante que ela. Já voltei ao ginásio, ao trabalho, à vida anterior, mas conto os minutos para estar com ela. Há noites mais chatas, houve dias de preocupação, houve já uma queda pelo meio. Não estava preparada para ser mãe, achava eu, mas até agora acho que me tenho safado muito bem e parece que nasci ensinada para fazer tantas coisas que nunca tinha feito e nem sabia que existiam.

Até breve